Finalmente uma das novas peças da coleção do Clube de Regatas do Flamengo para 2015 acabou indo parar na Internet. Segundo pessoas de dentro do clube, as camisas novas para o ano já estão com data de lançamento definidas. A primeira será o novo uniforme três: em Março próximo virá uma nova reedição da camisa Papagaio de Vintém que será lançada para homenagear os 120 anos de fundação do rubro-negro e também homenageará os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, o que já ocorre na nova linha de camisas de passeio e de treino lançadas pela Adidas esse mês, como podem ver nas imagens abaixo:
A tradicional camisa rubro-negra virá em Maio, assim como em 2014. Manterá as listras largas, como o modelo atual, porém, ao contrário do que acontece com essa última, terá mais partes em vermelho do que em preto. Outro detalhe interessante é que as 3 listras tradicionais da Adidas estarão numa tonalidade de cinza puxado para o prata, o que aconteceu justamente na célebre camisa reserva da Alemanha de 2014, confessadamente inspirada no Flamengo.
Mas a surpresa maior é a imagem que apareceu ontem: a nova camisa reserva branca do Flamengo. Segundo a fonte interna do clube, ela apenas seria lançada em Agosto, pois a camisa branca atual não fez muito sucesso em vendas e por isso ela seria mantida por mais tempo. Como seria a última camisa a ser lançada, era de se esperar que sua imagem fosse a última a aparecer. Não foi bem assim:
O GloboEsporte em primeira mão divulgou ontem a foto da nova camisa branca. Nota-se que ela terá uma faixa horizontal em rubro-negro, usando dois tons de vermelho e lembrando o mesmo efeito da faixa em "V" que orna a camisa branca atual da Alemanha. Será uma espécie de retribuição? Também é visível que haverá outras listras horizontais negras finas, dando mais estilo ao uniforme. A gola é olímpica (assim como será na nova camisa titular) e o "CRF" é inspirado nas camisas antigas do Flamengo, sendo bordado em forma retrô. Como nos novos templates de 2015 da Adidas, há uma barra inferior colorida, nesse caso em vermelho, com os punhos da manga e as três listras na mesma cor.
Vale ressaltar que na foto acima o patrocínio da Peugeot está presente, mas na camisa definitiva não haverá mais o nome da montadora francesa, já que o seu contrato de patrocínio acabou em 2014. Na camisa definitiva teremos o logotipo do atual patrocínio master dentro da faixa, a Caixa Econômica Federal, com o "X" acima do logo da Adidas (o que ocorre desde 2013), além dos produtos da indústria de bebidas Viton44: o logotipo amarelo e preto do "Guaraviton" nas mangas e o "Guaravita" em preto no lugar do Peugeot.
Opinião da Mantoteca: achei muito interessante o retorno da faixa horizontal na camisa branca. O site do GloboEsporte comparou com a camisa reserva do Milan de 2012, mas o Flamengo já teve camisas assim muito antes do time italiano. A faixa horizontal rubro-negra está presente com o escudo do time bordado no centro, no primeiro modelo branco do Flamengo lançado em 1936 para jogos noturnos. Até 1980, quando a própria Adidas mudou o desenho da camisa branca pela primeira vez, lançando aquele modelo que seria cultuado pelos flamenguistas por ter sido usado na final do Mundial de 1981, todas as camisas brancas do rubro-negro seguiam esse padrão. Na minha opinião, esse modelo lembra também as camisas brancas de 1999 e 2009, que usavam o "CRF" bordado em cima com a faixa embaixo, contendo os patrocínios em seu interior.
Tem tudo para fazer o sucesso nas vendas que sua antecessora não conseguiu.
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
terça-feira, 6 de maio de 2014
[BOMBA] - Vazou a camisa rubro-negra 2014 do Flamengo
Meu blog, como já disse, não é voltado para a antecipação de camisetas (já existem excelentes sites como o Minhas Camisas, o Footyheadlines e o Todo Sobre Camisetas que cumprem bem esse trabalho), mas parece que a camisa vazou da fonte mais inesperada possivel (ela será lançada por volta de 15 de Maio, ainda daqui 1 semana). Um fã foi tirar foto com o jogador italiano Riccardo Montolivo com a camisa do Flamengo, porém já é o uniforme que ainda está para ser lançado!
Assim como o uniforme que vazou no fim do ano passado e foi publicado aqui, ele usa o template Adidas Condivo 14 (mesmo da camisa branca lançada em Fevereiro), com alterações nas 3 listras nos ombros (de douradas passaram para vermelho), no logo da empresa e no CRF (de dourado para branco) e nas barras laterais da camisa (eram vermelhas e agora ficaram pretas). O patrocínio da "Caixa" ganhou um contorno negro (assim como na camisa nova do Atl. Paranaense), lembrando que na camisa de jogo provavelmente teremos o "X" da caixa no ombro direito, os "Guaravitas" nas mangas, embaixo das listras e o patrocínio da Peugeot atrás.. Como flamenguista, gostei muito do resultado, e estou aliviado, pois já comprei a camisa na pré-venda sem saber quais mudanças seriam feitas.
Abaixo, fotos do modelo proposto inicialmente.
É isso aí rapaziada, trabalho não tá deixando eu atualizar muito o blog, mas o farei na medida do possível! Obrigado!
Assim como o uniforme que vazou no fim do ano passado e foi publicado aqui, ele usa o template Adidas Condivo 14 (mesmo da camisa branca lançada em Fevereiro), com alterações nas 3 listras nos ombros (de douradas passaram para vermelho), no logo da empresa e no CRF (de dourado para branco) e nas barras laterais da camisa (eram vermelhas e agora ficaram pretas). O patrocínio da "Caixa" ganhou um contorno negro (assim como na camisa nova do Atl. Paranaense), lembrando que na camisa de jogo provavelmente teremos o "X" da caixa no ombro direito, os "Guaravitas" nas mangas, embaixo das listras e o patrocínio da Peugeot atrás.. Como flamenguista, gostei muito do resultado, e estou aliviado, pois já comprei a camisa na pré-venda sem saber quais mudanças seriam feitas.
Abaixo, fotos do modelo proposto inicialmente.
É isso aí rapaziada, trabalho não tá deixando eu atualizar muito o blog, mas o farei na medida do possível! Obrigado!
sábado, 22 de março de 2014
[POST DE HONRA] Flamengo Campeão da Liga das Américas de Basquete.
Sei muito bem que criei este blog para falar de camisas de futebol (apesar de ter uma camisa da comissão técnica do Unilever Rio, time feminino de vôlei - um presente que em outro dia conto a história). Mas hoje abro uma exceção para homenagear o time de basquete do Flamengo, que sagrou-se campeão das Américas há poucas horas. Mas como o foco continua sendo o futebol, vou encaixá-lo no meio do assunto. Como? Falando das diferenças entre os uniformes de futebol do Flamengo e os da equipe de basquete.
(fonte da foto: http://ninhodanacao.blogspot.com.br/2014/03/liga-das-americas-de-basquete-2014.html)
O uniforme de basquete do Fla, além da óbvia diferença das mangas (bem que Camarões tentou implementar a camisa regata no futebol, mas a FIFA só para variar vetou...), tem as listras mais largas que na camisa do futebol, além das golas e ombros brancos, das 3 listras gigantes da Adidas nas laterais e as costas, onde a cor é totalmente preta com a numeração em vermelho.
(fonte: http://esportes.opovo.com.br/app/esportes/clubes/flamengo/2014/01/06/noticiasflamengo,2694367/em-busca-do-tri-na-nbb-basquete-do-fla-faz-seu-primeiro-jogo-em-2014.shtml)
A camisa 2 já é mais diferente ainda do que o uniforme que a Adidas fez para o futebol. Fontes internas do Flamengo afirmam que a nova camisa 2 do futebol seria num estilo parecido, com o predomínio do vermelho, mas o Conselho reclamou e fez com que acrescentassem a cor preta junto ao vermelho, e o resultado já pode ser visto desde o final de fevereiro, quando o Fla lançou a nova camisa branca. Mas a camisa branca do basquete ainda é a mesma de quando a marca alemã voltou para o time. E nela é bem visível que há mais detalhes em vermelho do que em preto (que só aparece nos ombros e na gola)
Na época da Olympikus, as camisas de basquete já seguiam um padrão mais similar ao das camisas do futebol. Tanto a camisa titular quanto a reserva eram praticamente a indumentária do futebol sem as mangas. Observem as fotos da minha camisa de 2012 do futebol e comparem com a de basquete, poucos detalhes foram alterados.
(Sou só eu que acho estranho o Flamengo usar a estrela do Mundial de Clubes de Futebol na camisa de basquete?)
Em 2011, 2010 e 2009, outros anos em que a Olympikus esteve com o Flamengo, o procedimento era o mesmo. A camisa do basquete era sempre muito similar a camisa do futebol. Na época da Nike também foi bastante comum usarem camisas parecidas com a dos campos, com exceção de algumas temporadas, como em 2008, quando o futebol veio com a famigerada "Freddy Krueger", de listras finas. O basquete continuou usando a camisa de listras largas, baseada na camisa de 2007.
(fonte da imagem: http://flamengodecoracaoeusou.blogspot.com.br/2009/11/basquetebol_23.html)
Na época da Umbro, as camisas também eram bem parecidas com as do futebol, como essa branca de 1996. E na primeira passagem da Adidas, também poucas mudanças em relação ao uniforme usado nos gramados.
Camisas de basquete nunca me atraíram muito, por não ser um tipo de camisa que se use muito na rua (já disse aqui que gosto de usar as peças da minha coleção). A homenagem se encerra aqui. Agora voltamos à programação normal com a Série Copa do Mundo 2014. Nesse mesmo Mantocanal, no mesmo Mantohorário, talvez.
(fonte da foto: http://ninhodanacao.blogspot.com.br/2014/03/liga-das-americas-de-basquete-2014.html)
O uniforme de basquete do Fla, além da óbvia diferença das mangas (bem que Camarões tentou implementar a camisa regata no futebol, mas a FIFA só para variar vetou...), tem as listras mais largas que na camisa do futebol, além das golas e ombros brancos, das 3 listras gigantes da Adidas nas laterais e as costas, onde a cor é totalmente preta com a numeração em vermelho.
(fonte: http://esportes.opovo.com.br/app/esportes/clubes/flamengo/2014/01/06/noticiasflamengo,2694367/em-busca-do-tri-na-nbb-basquete-do-fla-faz-seu-primeiro-jogo-em-2014.shtml)
A camisa 2 já é mais diferente ainda do que o uniforme que a Adidas fez para o futebol. Fontes internas do Flamengo afirmam que a nova camisa 2 do futebol seria num estilo parecido, com o predomínio do vermelho, mas o Conselho reclamou e fez com que acrescentassem a cor preta junto ao vermelho, e o resultado já pode ser visto desde o final de fevereiro, quando o Fla lançou a nova camisa branca. Mas a camisa branca do basquete ainda é a mesma de quando a marca alemã voltou para o time. E nela é bem visível que há mais detalhes em vermelho do que em preto (que só aparece nos ombros e na gola)
Na época da Olympikus, as camisas de basquete já seguiam um padrão mais similar ao das camisas do futebol. Tanto a camisa titular quanto a reserva eram praticamente a indumentária do futebol sem as mangas. Observem as fotos da minha camisa de 2012 do futebol e comparem com a de basquete, poucos detalhes foram alterados.
(Sou só eu que acho estranho o Flamengo usar a estrela do Mundial de Clubes de Futebol na camisa de basquete?)
Em 2011, 2010 e 2009, outros anos em que a Olympikus esteve com o Flamengo, o procedimento era o mesmo. A camisa do basquete era sempre muito similar a camisa do futebol. Na época da Nike também foi bastante comum usarem camisas parecidas com a dos campos, com exceção de algumas temporadas, como em 2008, quando o futebol veio com a famigerada "Freddy Krueger", de listras finas. O basquete continuou usando a camisa de listras largas, baseada na camisa de 2007.
(fonte da imagem: http://flamengodecoracaoeusou.blogspot.com.br/2009/11/basquetebol_23.html)
Na época da Umbro, as camisas também eram bem parecidas com as do futebol, como essa branca de 1996. E na primeira passagem da Adidas, também poucas mudanças em relação ao uniforme usado nos gramados.
Camisas de basquete nunca me atraíram muito, por não ser um tipo de camisa que se use muito na rua (já disse aqui que gosto de usar as peças da minha coleção). A homenagem se encerra aqui. Agora voltamos à programação normal com a Série Copa do Mundo 2014. Nesse mesmo Mantocanal, no mesmo Mantohorário, talvez.
sábado, 20 de julho de 2013
Inaugurando o blog - Flamengo 2000/01
Cada camisa de futebol conta uma história.
Impossível ver uma camisa amarela com gola careca verde e punhos da mesma cor e não vir à mente a letra de "Pra Frente Brasil" na mente, junto com todas as outras recordações da Seleção Brasileira de 1970, de Carlos Alberto Torres erguendo a Jules Rimet no Estádio Asteca abarrotado de gente, do Rei do Futebol, Pelé, quando falava com suas jogadas espetaculares (pq ele falando com a boca é um poeta, como diz Romário), de Jairzinho, Gérson... Salve aquela Seleção!
E aquela camisa de tecido sintético de 1994, com marcas d'água do escudo da CBF de gosto duvidoso? Para muitos, tal pedaço de pano sempre trará a lembrança vívida dos gritos de "É TETRA" do Galvão Bueno, depois que Roberto Baggio cobrou o pênalti mais lembrado de todos os tempos. Também evoca Romário e Bebeto aterrorizando as zagas adversárias e um tempo em que o futebol brasileiro, condenado ao ostracismo, deu a volta por cima e mostrou quem manda no planeta bola.
Pois é esse o principal objetivo deste blog. Como uma biblioteca e seus livros, aqui nesta verdadeira "Mantoteca", você poderá ver as melhores histórias sobre futebol, contada pelos uniformes que marcaram época. Dá para contar a história de um jogo épico, de um campeonato inesquecível, dá até para contar a história de um PAÍS falando de uma camisa de futebol!
E hoje, vou começar pelo meu time do coração e o principal motivo de ter uma coleção de camisas: o Clube de Regatas do Flamengo.
Talvez a camisa do clube fundado em 1895 fundado por 6 jovens remadores, e que chegou ao futebol no ano de 1912, seja a camisa reserva branca de 1981. Foi com ela que o time mais forte do clube rubro-negro conquistou seu título mais importante: o Mundial de Clubes após aplicar um acachapante 3x0 no Liverpool de Bob Paisley (também era o time mais forte da história dos Reds, mas aí é outra história), com o time comandado por Zico. Tal camisa fez tanto sucesso que foi reeditada várias vezes na história do Flamengo, sendo a última no ano de 2011, quando o título completou 30 anos.
Porém, não será dessa camisa que falaremos hoje. Vou falar de uma camisa muito especial do Flamengo, que todos os torcedores rubro-negros lembram-se com carinho: a camisa rubro-negra de 2000/2001.
Comprei esta camisa numa feira de antiguidades que tem todo sábado na Praça XV, por míseros 20 reais. A mulher que me vendeu com certeza não tem noção do valor real dessa camisa. Se hoje os rubro-negros vivem a euforia da volta da Adidas ao clube, lá no meio do ano 2000 os flamenguistas se orgulhavam de ser o primeiro clube brasileiro a vestir Nike, que aqui no Brasil só fornecia uniformes para a Seleção Brasileira. A americana Nike estava substituindo a Umbro, tradicional marca inglesa que fez os uniformes do Fla de 1992 até então, e ficaria na Gávea até o meio de 2009.
O Flamengo estreou a indumentária nova na Copa João Havelange, o confuso Campeonato Brasileiro de 2000, em que o arquirrival Vasco da Gama sagrou-se campeão. O primeiro jogo do Fla com este uniforme foi no Maracanã contra o Grêmio, que na época tinha um jovem chamado Ronaldo de Assis Moreira em seu elenco, também conhecido com Ronaldinho Gaúcho. Vitória de 3x0 do time rubro-negro, que em 2000 investiu pesado e contratou nomes como Petkovic, Gamarra, Alex, Denílson, Edílson Capetinha... além de pratas-da-casa como Adriano Imperador, Juan (o zagueiro, hoje no Inter) e o goleirão Júlio Cesar, que ganhavam lugar naquela equipe. Era a época do presidente Edmundo Santos Silva, da parceria com a suíça ISL, que faliria no ano seguinte e levaria o time do Flamengo a uma de suas várias crises.
Mas, mesmo com um esquadrão no papel, o Flamengo fracassou feio na João Havelange. Não conseguiu classificar-se para a fase de mata-mata, numa época em que 12 times passavam para a fase posterior, muito pouco para a equipe que foi montada. Mesmo assim, houveram jogos inesquecíveis naquele campeonato, como a "carimbada de faixa" no Vasco, uma goleada de 4x0 com 2 gols de Edílson, um de Petkovic de falta (familiar, não?) e outro do jovem Adriano de 18 anos. E contra um Corinthians que teve nove derrotas seguidas no campeonato, após começar o ano ganhando um Mundial de Clubes, o primeiro organizado pela FIFA, o Flamengo passeou em pleno Pacaembu, goleando o Timão por 4x1, 3 gols do Alex. Os vídeos dos dois jogos estão abaixo:
Mas o Flamengo não disputou só o Brasileirão no fim de 2000. Estava defendendo o título de Campeão da Copa Mercosul, título que havia conquistado no ano anterior. Passou em 2o lugar num grupo com o River Plate de Saviola e Aimar, o Vélez Sarsfield e um carrasco dos anos recentes, a Universidad de Chile. Destaca-se a goleada de 4x0 que o Flamengo aplicou na "La U" em pleno Estádio Nacional de Santiago, uma partidaça do goleiro Julio Cesar, que ajudou a manter o placar favorável apenas ao Mengo. Outros tempos.
Classificado para as quartas de final, o Flamengo enfrentou o River Plate novamente. Perdeu no Maracanã por 2x1 e quase reverteu o placar em Buenos Aires, num jogo repleto de viradas. Estava ganhando de 3x2 até os minutos finais, quando "Los Millonários" acharam 2 gols e evitaram a disputa de pênaltis. Terminou 4x3 e o Flamengo se despediu daquela Copa Mercosul, que seria ganha pelo Vasco, numa partida memorável para todos os amantes de futebol, a famosa virada de 3x0 para 4x3 sobre o forte Palmeiras no Palestra Itália (Allianz Parque é o cacete).
Chegou 2001, Alex e Denílson se despediram do Flamengo, salários começavam a atrasar, e o Cariocão começou. Junto com ele, a Copa do Brasil, já que o Fla não tinha conseguido vaga para a Libertadores. Era chegada a hora de disputar o quarto Tricampeonato Estadual, após vencer em 1999 e 2000 duas finais sobre o Vasco. Mas antes disso houve o Torneio Rio-São Paulo, e o Flamengo, usando um uniforme III vermelho, fracassou lamentavelmente, com 4 derrotas em 4 jogos.
Na Taça Guanabara, 1o turno do Carioca, o Flamengo venceu 5 jogos e perdeu apenas 1, classificando-se para a semifinal contra o Vasco, que vinha de vários títulos importantes do ano anterior. Vitória rubro-negra por 2x1 e então final contra o rival Fluminense, que se recuperava do trauma do tri-rebaixamento do final dos anos 90, tendo feito uma ótima campanha na Copa João Havelange. O jogo terminou 1x1 e foi para os pênaltis, onde ocorreu uma das coisas que só existem no futebol: na hora da cobrança do jogador Cássio do Flamengo, o goleiro tricolor Murilo conseguiu espalmar a bola para a frente, porém, a bola foi levemente indo para trás até entrar de mansinho no gol, que foi validado. Final: 5x3 nas penalidades pro Flamengo, título da Taça Guanabara e classificação para a final
Na Taça Rio, disputada nos pontos corridos, o Flamengo, já classificado, fez uma campanha razoável, mas ficou atrás do Vasco, campeão do 2o turno. Aliás, um dos destaques vascaínos daquela campanha foi a sonora goleada de 7x0 em cima do Botafogo. E, além disso, o time cruzmaltino seguia bem na Taça Libertadores.
Enquanto a finalíssima do Cariocão não chegava, o Flamengo ia eliminando seus concorrentes na Copa do Brasil. River do Piauí, ABC de Natal, Juventude-RS, até chegar no Coritiba. Os dois jogos contra o Coxa seriam intercalados com os dois jogos da final do Carioca, onde o Vasco da Gama possuía a vantagem do empate na soma dos resultados por ter feito melhor campanha geral
Em Curitiba então, vitória do time do Alto da Glória por 3x2, na quarta. No domingo era hora de encarar o Vasco no 1o jogo, num Maracanã lotado. Pela primeira vez naquelas 3 finais, o Flamengo tinha um time que podia entrar como favorito contra o Vasco, mas a vantagem do empate vascaíno deixava as apostas em aberto.
No 1o jogo, o Flamengo saiu na frente no placar, mas o Vasco, o "Time da Virada", conseguiu reverter, sendo que o segundo gol foi do Viola, mais um atacante consagrado daquele time que também tinha o eterno Romário (Edmundo havia ido para o Cruzeiro), que não jogou a final pois estava lesionado. Agora, o favoritismo era todo do Vasco, que podia até perder por 1 gol de diferença e sair campeão, evitando o Tri do rival.
No meio de semana, outro péssimo resultado. O empate no Maracanã contra o Coritiba eliminava o time da Copa do Brasil. Não tinha jeito, para salvar o primeiro semestre de 2001, um milagre havia de ocorrer no domingo, 27 de Maio de 2001. O Flamengo teria que arranjar 2 gols de diferença contra o Vasco.
Ao contrário do esperado, o Maracanã estava predominantemente rubro-negro. A torcida do Vasco também veio em peso, porém os flamenguistas estavam em maior número. Parecia até que era o Flamengo que estava com a vantagem.
E o tal milagre parecia real. O Flamengo começou o jogo apertando o forte time do Vasco e chegou ao gol aos 21 do 1o tempo, num pênalti cobrado por Edílson. A torcida rubro-negra cresceu, era só fazer mais um, mas Juninho Paulista, ainda não afetado pelas lesões que abreviariam sua carreira, empatou o jogo aos 40 do 1o tempo, numa jogada rápida de contra-ataque. Vasco com uma mão e meia na taça e fim de 1o tempo.
O milagre teria que ser maior. E logo aos 8 do 2o tempo, ele se anunciava novamente. Petkovic entra pela esquerda, finta a zaga do Vasco e cruza na cabeça de Edílson. Gol do Capetinha, 2x1 Flamengo. E então, milhares de gols perdidos se seguiriam, tanto pela parte do Flamengo, tanto pela parte do Vasco, que era puxado pelo "filho do vento" Euller. O goleiro Julio César, mesmo com seus 21 anos, já mostrava porquê se tornaria titular da Seleção Brasileira no futuro: fez defesas milagrosas e foi extremamente seguro.
O jogo chegava aos 40 minutos. A torcida do Vasco já cantava "Vice é o c...", em resposta às provocações de vice-campeão vindas do lado rubro-negro das bancadas. Joel Santana, técnico do Vasco na época, era expert em finais de Carioca, e sabia muito bem recuar o time nestes momentos. Zagallo, técnico do Flamengo, segurava seu Santo Antônio na mão e esperava por um milagre. E aos 43 minutos do 1o tempo, Edílson é derrubado numa falta infantil, um pouco afastado da entrada da área.
Dejan Petkovic estreou no início de 2000 pelo Flamengo, já havia enfrentado o Vasco vestido com a camisa do Flamengo, já havia feito um gol de falta nos rivais no ano anterior e até mesmo um gol olímpico. Se Petkovic fizer aquele gol, todos os outros serão praticamente esquecidos. Ainda haveria tempo para o Vasco reagir, mas certamente o time deles ficaria abatido. Mas a falta era um pouco longe, mais longe que aquela do 4x0 de 2000. E Pet cobrou, a bola fez uma curva, Helton (hoje no Porto) se esticou todo... mas não evitou.
Gol do Flamengo. O milagre aconteceu. Petkovic correu para a torcida e, emocionado, jogou-se no chão, onde foi abraçado por todos os seus companheiros de equipe, incluindo o banco de reservas. Ainda havia jogo, mas o Vasco não conseguia criar mais nada. O Flamengo ainda teve a chance de um 4o gol, mas Roma, um promissor jogador da base do Flamengo que entrara no jogo (e que sumiu), desperdiçou a chance. Não importava. O Flamengo conquistava o Tricampeonato Carioca. E o Vasco, mesmo com um time que ganhou quase tudo, era vice pela terceira vez seguida. E ainda seria eliminado da Libertadores pelo Boca Juniors de Carlos Bianchi na semana seguinte.
Naquela época, havia um torneio em Julho chamado Copa dos Campeões. O Flamengo ganharia do São Paulo (que entrou como campeão do Torneio RJ-SP) e se sagraria campeão novamente, mas aí já usava uma camisa nova, com algumas diferenças em relação a primeira feita pela Nike, com duas estrelas a mais (a estrela do tetra-tri + a estrela dourada do Mundial de 81), e que seria utilizada até 2004.
Essa foi a primeira história contada pelo Blog. Como vocês viram, cada camisa tem sua história. Histórias bonitas ou feias, não importa. Sejam bem-vindos à Mantoteca.
Curiosidade: foto do Jornal do Brasil da apresentação dos uniformes de 2000 da Nike:
Jogo completo da final do Carioca 2001:
Impossível ver uma camisa amarela com gola careca verde e punhos da mesma cor e não vir à mente a letra de "Pra Frente Brasil" na mente, junto com todas as outras recordações da Seleção Brasileira de 1970, de Carlos Alberto Torres erguendo a Jules Rimet no Estádio Asteca abarrotado de gente, do Rei do Futebol, Pelé, quando falava com suas jogadas espetaculares (pq ele falando com a boca é um poeta, como diz Romário), de Jairzinho, Gérson... Salve aquela Seleção!
E aquela camisa de tecido sintético de 1994, com marcas d'água do escudo da CBF de gosto duvidoso? Para muitos, tal pedaço de pano sempre trará a lembrança vívida dos gritos de "É TETRA" do Galvão Bueno, depois que Roberto Baggio cobrou o pênalti mais lembrado de todos os tempos. Também evoca Romário e Bebeto aterrorizando as zagas adversárias e um tempo em que o futebol brasileiro, condenado ao ostracismo, deu a volta por cima e mostrou quem manda no planeta bola.
Pois é esse o principal objetivo deste blog. Como uma biblioteca e seus livros, aqui nesta verdadeira "Mantoteca", você poderá ver as melhores histórias sobre futebol, contada pelos uniformes que marcaram época. Dá para contar a história de um jogo épico, de um campeonato inesquecível, dá até para contar a história de um PAÍS falando de uma camisa de futebol!
E hoje, vou começar pelo meu time do coração e o principal motivo de ter uma coleção de camisas: o Clube de Regatas do Flamengo.
Talvez a camisa do clube fundado em 1895 fundado por 6 jovens remadores, e que chegou ao futebol no ano de 1912, seja a camisa reserva branca de 1981. Foi com ela que o time mais forte do clube rubro-negro conquistou seu título mais importante: o Mundial de Clubes após aplicar um acachapante 3x0 no Liverpool de Bob Paisley (também era o time mais forte da história dos Reds, mas aí é outra história), com o time comandado por Zico. Tal camisa fez tanto sucesso que foi reeditada várias vezes na história do Flamengo, sendo a última no ano de 2011, quando o título completou 30 anos.
Porém, não será dessa camisa que falaremos hoje. Vou falar de uma camisa muito especial do Flamengo, que todos os torcedores rubro-negros lembram-se com carinho: a camisa rubro-negra de 2000/2001.
Comprei esta camisa numa feira de antiguidades que tem todo sábado na Praça XV, por míseros 20 reais. A mulher que me vendeu com certeza não tem noção do valor real dessa camisa. Se hoje os rubro-negros vivem a euforia da volta da Adidas ao clube, lá no meio do ano 2000 os flamenguistas se orgulhavam de ser o primeiro clube brasileiro a vestir Nike, que aqui no Brasil só fornecia uniformes para a Seleção Brasileira. A americana Nike estava substituindo a Umbro, tradicional marca inglesa que fez os uniformes do Fla de 1992 até então, e ficaria na Gávea até o meio de 2009.
Mas, mesmo com um esquadrão no papel, o Flamengo fracassou feio na João Havelange. Não conseguiu classificar-se para a fase de mata-mata, numa época em que 12 times passavam para a fase posterior, muito pouco para a equipe que foi montada. Mesmo assim, houveram jogos inesquecíveis naquele campeonato, como a "carimbada de faixa" no Vasco, uma goleada de 4x0 com 2 gols de Edílson, um de Petkovic de falta (familiar, não?) e outro do jovem Adriano de 18 anos. E contra um Corinthians que teve nove derrotas seguidas no campeonato, após começar o ano ganhando um Mundial de Clubes, o primeiro organizado pela FIFA, o Flamengo passeou em pleno Pacaembu, goleando o Timão por 4x1, 3 gols do Alex. Os vídeos dos dois jogos estão abaixo:
Mas o Flamengo não disputou só o Brasileirão no fim de 2000. Estava defendendo o título de Campeão da Copa Mercosul, título que havia conquistado no ano anterior. Passou em 2o lugar num grupo com o River Plate de Saviola e Aimar, o Vélez Sarsfield e um carrasco dos anos recentes, a Universidad de Chile. Destaca-se a goleada de 4x0 que o Flamengo aplicou na "La U" em pleno Estádio Nacional de Santiago, uma partidaça do goleiro Julio Cesar, que ajudou a manter o placar favorável apenas ao Mengo. Outros tempos.
Classificado para as quartas de final, o Flamengo enfrentou o River Plate novamente. Perdeu no Maracanã por 2x1 e quase reverteu o placar em Buenos Aires, num jogo repleto de viradas. Estava ganhando de 3x2 até os minutos finais, quando "Los Millonários" acharam 2 gols e evitaram a disputa de pênaltis. Terminou 4x3 e o Flamengo se despediu daquela Copa Mercosul, que seria ganha pelo Vasco, numa partida memorável para todos os amantes de futebol, a famosa virada de 3x0 para 4x3 sobre o forte Palmeiras no Palestra Itália (Allianz Parque é o cacete).
Chegou 2001, Alex e Denílson se despediram do Flamengo, salários começavam a atrasar, e o Cariocão começou. Junto com ele, a Copa do Brasil, já que o Fla não tinha conseguido vaga para a Libertadores. Era chegada a hora de disputar o quarto Tricampeonato Estadual, após vencer em 1999 e 2000 duas finais sobre o Vasco. Mas antes disso houve o Torneio Rio-São Paulo, e o Flamengo, usando um uniforme III vermelho, fracassou lamentavelmente, com 4 derrotas em 4 jogos.
Na Taça Guanabara, 1o turno do Carioca, o Flamengo venceu 5 jogos e perdeu apenas 1, classificando-se para a semifinal contra o Vasco, que vinha de vários títulos importantes do ano anterior. Vitória rubro-negra por 2x1 e então final contra o rival Fluminense, que se recuperava do trauma do tri-rebaixamento do final dos anos 90, tendo feito uma ótima campanha na Copa João Havelange. O jogo terminou 1x1 e foi para os pênaltis, onde ocorreu uma das coisas que só existem no futebol: na hora da cobrança do jogador Cássio do Flamengo, o goleiro tricolor Murilo conseguiu espalmar a bola para a frente, porém, a bola foi levemente indo para trás até entrar de mansinho no gol, que foi validado. Final: 5x3 nas penalidades pro Flamengo, título da Taça Guanabara e classificação para a final
Na Taça Rio, disputada nos pontos corridos, o Flamengo, já classificado, fez uma campanha razoável, mas ficou atrás do Vasco, campeão do 2o turno. Aliás, um dos destaques vascaínos daquela campanha foi a sonora goleada de 7x0 em cima do Botafogo. E, além disso, o time cruzmaltino seguia bem na Taça Libertadores.
Enquanto a finalíssima do Cariocão não chegava, o Flamengo ia eliminando seus concorrentes na Copa do Brasil. River do Piauí, ABC de Natal, Juventude-RS, até chegar no Coritiba. Os dois jogos contra o Coxa seriam intercalados com os dois jogos da final do Carioca, onde o Vasco da Gama possuía a vantagem do empate na soma dos resultados por ter feito melhor campanha geral
Em Curitiba então, vitória do time do Alto da Glória por 3x2, na quarta. No domingo era hora de encarar o Vasco no 1o jogo, num Maracanã lotado. Pela primeira vez naquelas 3 finais, o Flamengo tinha um time que podia entrar como favorito contra o Vasco, mas a vantagem do empate vascaíno deixava as apostas em aberto.
No 1o jogo, o Flamengo saiu na frente no placar, mas o Vasco, o "Time da Virada", conseguiu reverter, sendo que o segundo gol foi do Viola, mais um atacante consagrado daquele time que também tinha o eterno Romário (Edmundo havia ido para o Cruzeiro), que não jogou a final pois estava lesionado. Agora, o favoritismo era todo do Vasco, que podia até perder por 1 gol de diferença e sair campeão, evitando o Tri do rival.
No meio de semana, outro péssimo resultado. O empate no Maracanã contra o Coritiba eliminava o time da Copa do Brasil. Não tinha jeito, para salvar o primeiro semestre de 2001, um milagre havia de ocorrer no domingo, 27 de Maio de 2001. O Flamengo teria que arranjar 2 gols de diferença contra o Vasco.
Ao contrário do esperado, o Maracanã estava predominantemente rubro-negro. A torcida do Vasco também veio em peso, porém os flamenguistas estavam em maior número. Parecia até que era o Flamengo que estava com a vantagem.
E o tal milagre parecia real. O Flamengo começou o jogo apertando o forte time do Vasco e chegou ao gol aos 21 do 1o tempo, num pênalti cobrado por Edílson. A torcida rubro-negra cresceu, era só fazer mais um, mas Juninho Paulista, ainda não afetado pelas lesões que abreviariam sua carreira, empatou o jogo aos 40 do 1o tempo, numa jogada rápida de contra-ataque. Vasco com uma mão e meia na taça e fim de 1o tempo.
O milagre teria que ser maior. E logo aos 8 do 2o tempo, ele se anunciava novamente. Petkovic entra pela esquerda, finta a zaga do Vasco e cruza na cabeça de Edílson. Gol do Capetinha, 2x1 Flamengo. E então, milhares de gols perdidos se seguiriam, tanto pela parte do Flamengo, tanto pela parte do Vasco, que era puxado pelo "filho do vento" Euller. O goleiro Julio César, mesmo com seus 21 anos, já mostrava porquê se tornaria titular da Seleção Brasileira no futuro: fez defesas milagrosas e foi extremamente seguro.
O jogo chegava aos 40 minutos. A torcida do Vasco já cantava "Vice é o c...", em resposta às provocações de vice-campeão vindas do lado rubro-negro das bancadas. Joel Santana, técnico do Vasco na época, era expert em finais de Carioca, e sabia muito bem recuar o time nestes momentos. Zagallo, técnico do Flamengo, segurava seu Santo Antônio na mão e esperava por um milagre. E aos 43 minutos do 1o tempo, Edílson é derrubado numa falta infantil, um pouco afastado da entrada da área.
Dejan Petkovic estreou no início de 2000 pelo Flamengo, já havia enfrentado o Vasco vestido com a camisa do Flamengo, já havia feito um gol de falta nos rivais no ano anterior e até mesmo um gol olímpico. Se Petkovic fizer aquele gol, todos os outros serão praticamente esquecidos. Ainda haveria tempo para o Vasco reagir, mas certamente o time deles ficaria abatido. Mas a falta era um pouco longe, mais longe que aquela do 4x0 de 2000. E Pet cobrou, a bola fez uma curva, Helton (hoje no Porto) se esticou todo... mas não evitou.
Gol do Flamengo. O milagre aconteceu. Petkovic correu para a torcida e, emocionado, jogou-se no chão, onde foi abraçado por todos os seus companheiros de equipe, incluindo o banco de reservas. Ainda havia jogo, mas o Vasco não conseguia criar mais nada. O Flamengo ainda teve a chance de um 4o gol, mas Roma, um promissor jogador da base do Flamengo que entrara no jogo (e que sumiu), desperdiçou a chance. Não importava. O Flamengo conquistava o Tricampeonato Carioca. E o Vasco, mesmo com um time que ganhou quase tudo, era vice pela terceira vez seguida. E ainda seria eliminado da Libertadores pelo Boca Juniors de Carlos Bianchi na semana seguinte.
Naquela época, havia um torneio em Julho chamado Copa dos Campeões. O Flamengo ganharia do São Paulo (que entrou como campeão do Torneio RJ-SP) e se sagraria campeão novamente, mas aí já usava uma camisa nova, com algumas diferenças em relação a primeira feita pela Nike, com duas estrelas a mais (a estrela do tetra-tri + a estrela dourada do Mundial de 81), e que seria utilizada até 2004.
Essa foi a primeira história contada pelo Blog. Como vocês viram, cada camisa tem sua história. Histórias bonitas ou feias, não importa. Sejam bem-vindos à Mantoteca.
Curiosidade: foto do Jornal do Brasil da apresentação dos uniformes de 2000 da Nike:
Jogo completo da final do Carioca 2001:
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