Pois é. Já que a moda da NFL chegou com tudo ao Brasil, não poderia deixar de homenagear o time do marido da Gisele, campeão do SuperBowl ontem. Já fiz homenagem a time campeão no basquete, então porque não homenagear o Futebol Americano? Minha camisa dos Patriots está separada aqui, ó, e vou contar de um ano que não foi tão interessante assim:
Eu não tenho NENHUMA camisa de Futebol Americano, nem mesmo as que o Flamengo usa na liga nacional, que ainda obviamente não chega nem a cutícula do dedo mínimo do pé da NFL americana. Mas para esse post não ficar na brincadeira, admito que quase comprei uma camisa dessas. Mas não foi dos Patriots, nem do Seahawks ou dos Packers (maior campeão da NFL que sempre vai me lembrar do Goiás com o escudo deles, ou será o contrário, já que eles foram fundados antes do clube brasileiro). A camisa em questão é essa abaixo:
A camisa, no caso, é a vermelha de 2010 do Washington Redskins, possui 3 títulos no SuperBowl (o último foi em 1991), foi quando estive na capital dos EUA no mesmo ano. Não gosto de camisa de futebol americano por causa do excesso de numeração que polui demais. Mas estava atrás de um souvenir pra coleção e estava mais barato que a camisa do DC United, esse sim time do "Soccer" que tanto prezo. Mas não levei nenhuma das duas.
Enfim. Parabéns para o New England Patriots e pro Tom Brady que ganhou o anel de campeão e já tem um anel brasileiro que vale até mais que esse título, se é que me entendem.
Sei muito bem que criei este blog para falar de camisas de futebol (apesar de ter uma camisa da comissão técnica do Unilever Rio, time feminino de vôlei - um presente que em outro dia conto a história). Mas hoje abro uma exceção para homenagear o time de basquete do Flamengo, que sagrou-se campeão das Américas há poucas horas. Mas como o foco continua sendo o futebol, vou encaixá-lo no meio do assunto. Como? Falando das diferenças entre os uniformes de futebol do Flamengo e os da equipe de basquete.
(fonte da foto: http://ninhodanacao.blogspot.com.br/2014/03/liga-das-americas-de-basquete-2014.html)
O uniforme de basquete do Fla, além da óbvia diferença das mangas (bem que Camarões tentou implementar a camisa regata no futebol, mas a FIFA só para variar vetou...), tem as listras mais largas que na camisa do futebol, além das golas e ombros brancos, das 3 listras gigantes da Adidas nas laterais e as costas, onde a cor é totalmente preta com a numeração em vermelho.
A camisa 2 já é mais diferente ainda do que o uniforme que a Adidas fez para o futebol. Fontes internas do Flamengo afirmam que a nova camisa 2 do futebol seria num estilo parecido, com o predomínio do vermelho, mas o Conselho reclamou e fez com que acrescentassem a cor preta junto ao vermelho, e o resultado já pode ser visto desde o final de fevereiro, quando o Fla lançou a nova camisa branca. Mas a camisa branca do basquete ainda é a mesma de quando a marca alemã voltou para o time. E nela é bem visível que há mais detalhes em vermelho do que em preto (que só aparece nos ombros e na gola)
Na época da Olympikus, as camisas de basquete já seguiam um padrão mais similar ao das camisas do futebol. Tanto a camisa titular quanto a reserva eram praticamente a indumentária do futebol sem as mangas. Observem as fotos da minha camisa de 2012 do futebol e comparem com a de basquete, poucos detalhes foram alterados.
(Sou só eu que acho estranho o Flamengo usar a estrela do Mundial de Clubes de Futebol na camisa de basquete?)
Em 2011, 2010 e 2009, outros anos em que a Olympikus esteve com o Flamengo, o procedimento era o mesmo. A camisa do basquete era sempre muito similar a camisa do futebol. Na época da Nike também foi bastante comum usarem camisas parecidas com a dos campos, com exceção de algumas temporadas, como em 2008, quando o futebol veio com a famigerada "Freddy Krueger", de listras finas. O basquete continuou usando a camisa de listras largas, baseada na camisa de 2007.
(fonte da imagem: http://flamengodecoracaoeusou.blogspot.com.br/2009/11/basquetebol_23.html)
Na época da Umbro, as camisas também eram bem parecidas com as do futebol, como essa branca de 1996. E na primeira passagem da Adidas, também poucas mudanças em relação ao uniforme usado nos gramados.
Camisas de basquete nunca me atraíram muito, por não ser um tipo de camisa que se use muito na rua (já disse aqui que gosto de usar as peças da minha coleção). A homenagem se encerra aqui. Agora voltamos à programação normal com a Série Copa do Mundo 2014. Nesse mesmo Mantocanal, no mesmo Mantohorário, talvez.
Como disse no último post, aqui (atrasado) está mais um Post de Honra. E mais uma vez homenageando o Bayern de Munique, que conquistou mês passado o seu 5o título no ano: o Mundial de Clubes. Com ele, o time alemão iguala-se a Internazionale de 2010, que também conseguiu uma "Quíntupla Coroa" (Calcio, Copa da Itália, UCL - em cima do Bayern, Supercopa Italiana e Mundial), mas pode-se considerar a série de conquistas do time bávaro mais importante do que a do time italiano, já que a Supercopa que o Bayern conquistou foi a Europeia (a Inter perdeu para o Atlético de Madri em 2010). Mesmo assim, o Bayern falhou em igualar o Barcelona de 2009, único time que conquistou tudo o que disputou (incluindo as duas Supercopas). A derrota de 4x2 para o Borussia Dortmund em Julho na Supercopa Alemã impediu que o time vermelho igualasse aquele Barça que era treinado por Pep Guardiola, o atual comandante do time de Munique.
Mas o Bayern atual não será o assunto do Post de Honra. O time alemão já foi homenageado aqui quando ganhou a Supercopa Europeia em Agosto (confira aqui) e o Post de hoje começa exatamente onde o outro terminou: na temporada 1997/1998, quando o Bayern inovou mais uma vez com seu uniforme titular, tornando-se predominantemente azul
Esse exemplar é uma camisa tamanho P que consegui aqui em Munique numa das inúmeras lojas de roupas de segunda mão que existem aqui (aguardem o Guia de Compras Mantoteca sobre a Alemanha para maiores detalhes). A camisa está em perfeito estado, só que não cabe em mim e por isso estou me desfazendo dela (se houver interesse, pode contactar). Mas, terminando o momento "jabá", voltamos a falar sobre o time de 1997. Naquele ano o Schalke 04 havia conquistado a Copa UEFA e o Borussia Dortmund ganharia a Champions League, juntamente com o Mundial (falhando na Supercopa Europeia, onde foi derrotado pelo Barcelona de Ronaldo, ainda magro). O Bayern ficou só com o título alemão daquele ano.
O uniforme novo sucedia o listrado em azul e vermelho e era mais inovador do que o anterior, já que era a primeira vez depois de muito tempo em que o azul era a cor predominante na camisa titular do Bayern, mais detalhes sobre isso no primeiro post feito homenageando a equipe. A camisa reserva continuava a ser a branca com as duas listras verticais vermelha e azul no lado direito e não houve um terceiro uniforme naquela temporada.
O mais interessante é que nem Dortmund e nem o Schalke foram as principais ameaças na Bundesliga 1997-98, o time amarelo terminaria na 10a posição e a equipe azul ficaria em 5o. O time que foi o principal concorrente do Bayern no torneio local foi o Kaiserslautern, que contava com jogadores como o atacante tcheco Kuka, o meia campeão do Mundo em 1990 Andreas Brehme e um certo jovem chamado Michael Ballack. O Kaiserslautern sempre foi uma pedra no sapato do Bayern, até mesmo nos anos 70, onde o time bávaro dificilmente vencia jogando no domínio do time de Rheinland-Pfalz. Na temporada 97-98, o Bayern não conseguiu ganhar nenhum dos jogos contra os "Die Roten Teufel" ("Os Diabos Vermelhos), perdendo fora por 2x0 e em casa por 1x0. Depois de 7 anos, o Kaiserslautern voltava a ser campeão, ganhando sua quarta e última Bundesliga. E o Bayern ficou apenas com o vice-campeonato, só dois pontos atrás do campeão. Abaixo, os jogos de Bayern X Kaiserslautern naquela temporada:
Vale lembrar que em 1997 foi disputada a 1a edição da Copa da Liga Alemã, em Julho daquele ano. Nesse torneio entravam apenas o atual campeão da Bundesliga (o Bayern), o campeão da Copa Alemã (Stuttgart), além dos outros 4 melhores times da Liga. O Bayern estreou contra o Borussia Dortmund jogando em Augsburg e venceu por 2x0, gols de Élber e Babbel. Foi para a final contra o Stuttgart, que foi disputada em Leverkusen. A Copa da Liga Alemã foi criada para substituir a Supercopa Alemã, mas a final do torneio acabou mesmo tornando-se um tira-teima entre o Campeão da Liga e o Campeão da Copa. O Bayern repetiu o placar do 1o jogo, com gols de Basler e Élber, e ganhou o jogo, sagrando-se campeão do novo torneio
Na Copa da Alemanha, o Bayern começou encarando o inexpressivo DFK Waldberg, do norte da Baviera. Aplicou uma goleada impiedosa de 16x1. Na fase seguinte, encarou o Wolfsburg na casa deles, num jogo em que terminou empatado por 3x3 e foi decidido apenas nos pênaltis, com vitória bávara por 4x3. Pelas oitavas, o duelo que marcou aquela temporada: Bayern x Kaiserslautern na casa dos Diabos Vermelhos. Ao contrário do que aconteceu nos jogos da Bundesliga, o Bayern levou a melhor e bateu o rival por 2x1.
Pelas quartas-de-final, o Bayern recebeu o Bayer Leverkusen em Munique, onde venceu por 2x0. A semifinal repetiria o duelo da final da Copa da Liga, mais uma vez o Stuttgart estava no caminho do Bayern. Mas o time bávaro, jogando novamente em casa, não deu chances ao campeão da Copa anterior: vitória por 3x0.
Após passar por times mais conhecidos, o Bayern encarou na final em Berlim o MSV Duisburg, time que costumava oscilar entre a 1a e a 2a divisão da Bundesliga (e hoje está na 3a divisão). Mas o jogo não foi fácil: o togolês Salou abriu o placar para o Duisburg logo no início do 1o tempo. O Bayern apenas conseguiu empatar aos 25 do 2o tempo, com Babbel. E apenas aos 44 minutos veio o gol do título, marcado por Basler e consagrando a vitória de virada do Bayern. Após 12 anos de jejum no torneio, o Bayern de Munique voltava a levantar a taça da DFB-Pokal.
Como havia sido campeão da Bundesliga na temporada 96/97, o Bayern também disputou a UEFA Champions League em 1997/98. Estreou na fase de grupos em casa contra o Besiktas da Turquia, vencendo por 2x0 (gols de Helmer e Basler). Na Suécia, venceu o Gotemburgo por 3x1 (gols de Jancker, Hamann e Élber). E de volta a Munique, massacrou o Paris Saint-Germain por 5x1 (2 de Élber, 2 de Jancker e 1 gol de Helmer). No returno, perdeu para o PSG em Paris por 3x1, venceu novamente o Besiktas por 2x0, agora em Istambul e perdeu na última rodada para o Gotemburgo em Munique por 1x0, como mostra o vídeo abaixo. Terminou empatado em pontos com o Paris Saint-Germain, mas acabou levando vantagem no saldo de gols e acabou a fase de grupos em 1o lugar.
O Bayern encarou o arquirrival Borussia Dortmund nas oitavas-de-final. O caminho para voltar a brilhar na Europa dependia de vitória sobre o time amarelo, que estava mal das pernas na Bundesliga. O jogo em Munique terminou 0x0. E em Dortmund, o jogo também acabou com o mesmo placar, sendo levado à prorrogação. Ao contrário do que vimos nesse ano de 2013, naquela vez o BVB é que levou a melhor: um gol do suíço Chapuisat aos 4 do 2o tempo da prorrogação selaria a derrota e eliminação do Bayern da Champions League. A fila para conquistar o maior título da Europa aumentava. Abaixo, foto do jogo:
Felizmente para os bávaros, a dor de ver o Dortmund sendo campeão não ocorreria. O Real Madrid eliminaria o time alemão nas quartas e seria campeão daquele torneio, quebrando um jejum de 32 anos sem levantar a "Orelhuda". Com o vice-campeonato da temporada 97/98, o Bayern estaria novamente disputando a Champions League. Era hora de ganhar!
Para a nova temporada, a camisa titular foi mantida. Porém, o Bayern ganhou novas camisas alternativas. A camisa reserva ganhou um desenho diferente, e a camisa III, feita para ser usada na Champions, ganhou a inédita cor cinza. Abaixo, fotos das duas camisas
Na Copa da Liga de 1998, torneio que abriu a temporada, o Bayern estreou nas semis contra o Leverkusen, que acabou derrotado com um gol de Basler. Na final, como no ano anterior, mais uma vez encontrou o Stuttgart, que havia despachado o atual campeão alemão Kaiserslautern nas semis. E como em 97, o Bayern venceu e foi bicampeão do torneio: 4x0 no time de Baden-Württemberg, com hattrick do brasileiro Élber e o gol final de Jancker.
Na Bundesliga, o Bayern não teve dificuldades de reconquistar o título que fora tirado de suas mãos pelo Kaiserslautern na temporada anterior. O time de Rheinland-Pfalz apenas terminou na 5a colocação, 21 pontos atrás do time de Munique. O vice-campeão de 1998-99 foi o Bayer Leverkusen, que ficou 15 pontos atrás do Bayern. Mas um dos momentos marcantes daquele torneio foi mesmo a fúria do goleiro Oliver Kahn contra o Borussia Dortmund, no jogo disputado na cidade do time amarelo que terminou empatado em 2x2. O goleirão do Bayern deu uma voadora de kung-fu no suíço Chapuisat.
Na Copa da Alemanha, buscando o bi, o Bayern estreou contra o Ahlen, time do noroeste alemão. Conseguiu uma fácil vitória por 5x0. Na fase seguinte, enfrentou o Greuther Fürth, do norte da Baviera, time muito tradicional no passado do Campeonato Alemão. O clássico regional acabou empatado em 0x0 e foi para os pênaltis, onde o Bayern conseguiu a vitória por 4x3. Nas oitavas de final, a reedição da finalíssima do ano anterior: Duisburg x Bayern, na casa do rival. O Bayern não teve tanta dificuldade como na final em Berlim e conseguiu vitória por 4x2, avançando para as quartas-de-final.
E nas quartas, mais uma vez o Stuttgart aparecia no caminho. Mais uma vez, o Stuttgart era surrado pelo Bayern. Em jogo disputado no Estádio Olímpico de Munique, o time bávaro fez 3x0 e carimbou a passagem para as semis. E no penúltimo passo para chegar a final, o adversário parecia ser mais fácil que o anterior: afinal, o Rot-Weiss Oberhausen, cuja cidade-sede, na região do rio Ruhr, ficou mais conhecida em 2010, onde seu zoológico abrigou o polvo profeta Paul. O jogo, disputado em Gelsenkirchen, no estádio do Schalke 04, teve até um princípio de resistência do time da região, mas o Bayern acabou ganhando por 3x1 e novamente estava na final do torneio.
O rival em Berlim seria o Werder Bremen, que havia vencido o Wolfsburg na outra semifinal. No dia 12 de Junho de 1999, no Estádio Olímpico berlinense, o meia ucraniano Maximov abriu o placar para o time verde, aos 4 do 1o tempo. Jancker empatou no final da 1a etapa. O jogo terminaria 1x1 mesmo depois do fim do tempo regulamentar e da prorrogação, levando a partida para os pênaltis. Nas primeiras cobranças, acertos dos dois times. Na segunda cobrança, Todt do Bremen teve seu pênalti defendido por Kahn, enquanto o iraniano Ali Daei anotou sua cobrança, deixando o Bayern na frente. Nas 3as e 4as cobranças, acertos para os dois lados. O Bayern ficava a apenas um acerto de levar o bicampeonato da Copa, mas Stefan Effenberg isolou sua cobrança. O acerto de Eilts para o Bremen levava a disputa para as cobranças alternadas, aonde ninguém mais poderia perder. Rost, o goleiro do Bremen acertou a cobrança, e o capitão do Bayern, Lothar Matthäus tinha a obrigação de acertar para continuar a disputa. Mas o dia era de Rost. O dia era do Werder Bremen. O goleiro do time da beira do rio Weser defendeu e virou o herói do jogo. O Bayern perdia de forma extremamente dramática. Mas nada podia superar o drama ocorrido semanas antes, na Liga dos Campeões.
O Bayern de Munique estreava na Champions League de 1998-99 no playoff contra o Obilic, da Sérvia (na época, Iugoslávia). Era necessário vencer para ir até a fase de grupos. O time sérvio não teve chances em Munique, perdendo de 4x0. E apenas empatou em Belgrado por 1x1, o que classificava o Bayern
O grupo do Bayern tinha duas pedreiras: o Manchester United comandado por Sir Alex Ferguson (na época, em seu 13o ano na equipe) e o Barcelona de Rivaldo. O dinamarquês Brondby era o azarão, mas mesmo assim conseguiu derrotar o time de Munique na estreia por 2x1, em Copenhague.
Na segunda rodada, o Bayern encarou o United em Munique. Saiu na frente com Élber, mas Giovanni e Scholes viraram o jogo. Nos acréscimos do segundo tempo, Sheringham marcou um gol contra (isso mesmo). O jogo terminou empatado. Anotem essas palavras: "Sheringham" e "acréscimos", continuem lendo e vejam como o destino no futebol pode dar reviravoltas cruéis.
O Bayern disputava mais um jogo em Munique com a obrigação de ganhar. O forte Barcelona liderava o grupo e isso poderia complicar os alemães. Um gol de Effenberg resolveu a parada: 1x0 Bayern foi o placar final. A fama de "Bestia Negra", apelido dado pela imprensa espanhola ao Bayern, pelo fato de sempre fazer jogo duro contra os times ibéricos, confirmaria-se na bela vitória de 2x1 sobre os donos da casa no Camp Nou. Giovanni (ex-Santos) abriu o placar, mas Zickler empatou e Salihamdzic, quase no fim do jogo, virou a partida. Resultado importante, pois o Manchester United se isolava na liderança e o Bayern garantia pelo menos o 2o lugar no grupo.
O próximo jogo em Munique era fundamental para a classificação para o mata-mata. Afinal, o Brondby já estava praticamente eliminado. O Bayern facilmente fez 2x0 com Jancker e Basler, terminando assim. Os bávaros então foram até Old Trafford quase classificados. E lá, novo empate contra os Red Devils, após o time da casa sair na frente com Roy Keane, Salihamidzic empatou o jogo. Os dois estavam na fase final, com o Bayern em primeiro e o United em segundo (sendo que só os 2 melhores vices de cada grupo passavam para o mata-mata).
O primeiro duelo do Bayern era a chance de uma vingança da Bundesliga da temporada anterior: era o tira-teima com o Kaiserslautern. No primeiro jogo, Élber e Effenberg fizeram fáceis 2x0 em Munique. E em Kaiserslautern, local onde o Bayern historicamente tem dificuldades de vencer, uma surpreendente vitória de 4x0 bávara para confirmar a classificação. Gols de Effenberg, Jancker, Rösler (contra) e Basler. O Bayern avançava para as semis
O adversário seguinte do Bayern também não era fácil. O Dínamo de Kiev havia despachado o campeão anterior Real Madrid com a ajuda de seu centroavante Shevchenko. O jogo em Kiev foi dramático: Shevchenko fez dois gols e botou o Dínamo na frente, Tarnat ainda diminuiria no fim do primeiro tempo para o Bayern. No segundo tempo, Kosovsky ampliou para o Dínamo, que abriu 3x1. Com um gol de Effenberg aos 32 e outro de Jancker aos 42, o Bayern conseguiu buscar o tão improvável empate. A volta em Munique não foi recheada de gols como na ida, mas o gol solitário de Basler fazia o Bayern voltar a uma final de Liga dos Campeões depois de 12 anos de espera.
A final de 26 de Maio de 1999 trazia um velho conhecido do Bayern naquele torneio: o Manchester United. O rival daquele jogo que seria disputado em Barcelona havia ficado atrás dos bávaros na fase de grupos, mas nenhum dos dois times havia vencido seus jogos entre si: foram dois empates. Era a hora do tira-teima. O Manchester não ganhava uma Liga dos Campeões desde quando jogou de azul contra o Benfica em 1968. E o Bayern estava na fila desde aquele dia de 1976 em que venceram o Saint Etienne. Foi então que uma das finais europeias mais emblemáticas de todos os tempos teve início.
Logo aos 6 minutos de jogo, Mario Basler abriu o placar numa cobrança de falta. E o jogo ficaria amarrado até o final, dando certeza até para os torcedores do Manchester que a taça da Liga dos Campeões iria para Munique. Alguns parágrafos atrás pedi para que guardassem as palavras "Sheringham" e "acréscimos". Pois então, Teddy Sheringham tinha entrado aos 12 do segundo tempo no time do Manchester e não havia ameaçado tanto a meta adversário. Mas aos 46, já nos acréscimos, já quando o Bayern colocava o último dedo que faltava na taça, ele empurrou uma bola para o gol. E dessa vez, não foi gol contra. O empate já era um milagre naquelas circunstâncias! E o torcedor do Manchester respirava aliviado pelos 30 minutos que viriam, onde tudo poderia acontecer.
Mas está escrito na história do futebol. E todos os apreciadores sabem que nunca houve prorrogação naquele jogo. Dois minutos depois, em outra bola alçada na área do Bayern, o norueguês Solskjaer fez com que todo o peso do mundo fosse tirado das costas do torcedor dos Red Devils. Uma virada de dois minutos, nos acréscimos, devolvia o título de melhor time da Europa para o Manchester United 31 anos depois. O trauma do torcedor do Bayern com essa derrota é tão grande que até hoje, mesmo depois de derrotas tão amargas quanto a de 2012, contra o também inglês Chelsea jogando em Munique, esse jogo é considerado o mais doloroso da história do clube. No museu do Bayern, na Allianz Arena, há um local que relembra esse jogo, onde está escrito: "a mãe de todas as derrotas".
Depois disso, ainda haveria a derrota também sofrida na final da Copa da Alemanha (já citada) e mesmo o título recuperado da Bundesliga não seria capaz de sanar a dor daquele dia fatídico de Maio. E o Bayern, para a temporada 1999-2000, aposentava a camisa azul que foi usada como modelo titular durante dois anos, voltando a usar uma camisa vermelha como uniforme principal. O uniforme cinza da triste final da Liga dos Campeões, ao contrário do que disse na primeira publicação, voltaria a ser utilizado até a temporada 2000-01, quando o Bayern teria sua revanche contra o Manchester United no mata-mata daquela Champions. Depois daquilo, o time nunca mais teve um uniforme daquela cor
Com o novo uniforme, o Bayern ganharia por mais duas vezes a Bundesliga, sendo tricampeão consecutivo. E em 2001 o tão esperado título da Liga dos Campeões chegaria, marcando uma nova era de vitórias do time. Mas essa é história para outra postagem.
Espero que tenham gostado do post, mesmo com o atraso.