quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Box de numeração nas costas, mal necessário?

   Essa semana a canadense DryWorld lançou seus uniformes para o Atlético Mineiro, recheados de muita expectativa, além da apresentação do jogador Robinho, os torcedores do Galo queriam ver se a marca nova, que também fornecerá Fluminense e Goiás (e provavelmente o Santa Cruz), poderia fazer um trabalho mais satisfatório do que a Puma, fornecedora alvinegra entre 2014 e 2015. Mas...

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   Pois é. Um velho problema voltou a aparecer na camisa do Galo. A numeração foi colocada num box branco gigantesco, e as costas da camisa titular foram alisadas, sem as tradicionais listras alvinegras, o que já tinha ocorrido ano passado com a Puma. Muitos atleticanos queixaram-se da displicência das marcas para colocar sua numeração nas costas da camisa, lembrando até que o time mineiro tradicionalmente utiliza uma fonte vermelha, o que dispensa o alisamento das costas ou a abertura de um box para a visibilidade do número. A última marca que usou a tradicional numeração avermelhada foi a Topper em 2011, com um resultado agradável.





   A Adidas na sua linha 2016, em suas camisas Adizero (modelo de jogador), possui um tecido respirável que fica nas costas, como visto acima na interessante camisa suplente da equipe americana Portland Timbers.  Na mesma foto pode-se ver o inconveniente do tecido: a camisa é totalmente alisada no local, formando um gigantesco espaço liso. Torcedores do Flamengo e do Sport de Recife, times da fornecedora alemã no Brasil, já podem começar a se preocupar: a probabilidade de uma camisa lisa nas costas para os dois rubro-negros é alta (sendo que o time pernambucano já teve as costas alisadas na camisa de 2015). A dúvida também paira sobre outros times listrados, como Milan e Juventus, embora já sabemos que a camisa da Argentina (pelo menos na versão Climacool - de torcedor) terá as costas listradas.

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   Porém, existem camisas onde o box de numeração acaba se saindo como um detalhe interessante na indumentária do time. A camisa acima do Newcastle United de 1997 utiliza o formato do próprio escudo como caixa. Solução que já foi adotada aqui no Brasil especialmente pela Ponte Preta. Além disso, outros times também encontraram saídas curiosas para as caixas de numeração. É o caso do Eintracht Frankfurt com a Jako em 2012, com um quadrado preto com a marca d'água de uma águia, o mascote do time. Convenhamos que nem precisava, já que a numeração branca na camisa vermelha e preta é visível até para o mais cego dos comentaristas.

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  Na década passada, a UEFA foi impiedosa com a visibilidade da numeração. Os gigantes europeus, como o Barcelona de 2008/09 acima, tiveram que lançar versões "modificadas" de suas indumentárias. E simplesmente acometeu todos os times listrados da competição, desde os que realmente precisam de um box de numeração, como a Juventus, até uniformes onde o alisamento das costas é completamente desnecessário, como o Barça acima, o Milan e a Inter de Milão. Ultimamente a UEFA está mais tolerante, apenas pedindo visibilidade nas camisas que realmente precisam do recurso, como a camisa reserva do Barcelona nesta temporada, que possui listras nas costas que dificultam de verdade a legibilidade do número.

  Uma das maiores críticas às gigantes do fornecimento esportivo, como Adidas e Nike, diz respeito sobre a falta de esmero nos templates. A maioria das camisas listradas das duas marcas, especialmente as de template pronto (as famosas "Teamwear", encontradas em qualquer loja de material esportivo), estão vindo com as costas lisas. Vimos acima que não é necessário apagar as listras de todas as camisas, e que também não é obrigatório usar soluções esdrúxulas para exibir a numeração, caso da camisa do Galo no começo do post. Esperamos que as fornecedoras voltem a valorizar mais a tradição de certos uniformes, já que o futuro aparentemente aponta para um futebol mais monocromático e com menos cores (o que será falado aqui em outro post).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

As Camisas Azaradas - Parte 3 - MG e RS

   Continuando nossa série sobre as camisas que todos querem esquecer, vamos agora falar das vestimentas que arrepiam torcedores do Galo, Cruzeiro, Grêmio e Inter.

1- Atlético Mineiro

    Na minha opinião, uma das camisas mais interessantes do Galo. Porém, na opinião dos alvinegros, uma camisa que deveria ser esquecida para sempre. Sempre gostei do Atlético-MG jogando com listras finas, e a última vez que isso aconteceu foi há 11 anos atrás. Mas ao contrário do time vitorioso dos últimos 3 anos,  o time de 2005 flertava com o rebaixamento desde o ano anterior e acabou sucumbindo ao descenso no final daquele ano. A camisa de listras finas virou um ícone daquela campanha esquecível. Uma pena.

  
   Outra camisa que o torcedor do Atlético deixará guardada em seu armário, sem sombra de dúvidas, será a camisa de 2011. O último ano ruim do Galo da Massa até então, já que a partir de 2012 o time assumiria uma postura vitoriosa que culminou em títulos como a Copa do Brasil, Libertadores e Recopa, além de vitórias no Estadual. Mas nem o mais otimista dos atleticanos acreditaria num destino tão generoso depois daquela fatídica última rodada do Brasileiro de 2011. Era a chance de rebaixar o maior rival. Uma vitória simples do Atlético e o Cruzeiro sofreria o seu primeiro rebaixamento. Não foi isso que aconteceu. Além de deixar a chance de fazer o arquirrival sofrer sua maior humilhação passar, os próprios alvinegros foram humilhados de uma forma desastrosa. A camisa em si, mesmo tendo listras mais grossas que a de 2005, também é bonita (apesar do patrocínio da BMG, que na época estragou muitas outras camisas). Mas é igualmente azarada.


2-Cruzeiro

   A Raposa nunca amargou um rebaixamento. Porém, como todos os times de futebol, possui suas fases esquecíveis. 1998 começou promissor, com título estadual, mas a sequência daquele ano realmente foi deprimente. Jogou a maior parte do ano usando Rhumell, mas na reta final foi vestido pela Topper. Conseguiu amargar três vices, um na Copa do Brasil, um na Mercosul, e outro no Brasileiro, sendo que os dois primeiros foram contra o mesmo adversário: o Palmeiras. No outro ano, com a mesma camisa, não conseguiria ganhar nem o Mineiro (apesar de golear o rival Atlético na final da Copa dos Campeões de Minas Gerais, de importância reduzida). Ainda seria eliminado pelo próprio Atlético do Brasileirão. Nada inspirador.



   2011 também foi um ano ruim. A camisa do Cruzeiro nesse ano é uma que particularmente gosto muito, com um "chevron" no peito homenageando um outro uniforme azul usado nos anos 50. Mas as lembranças que esse uniforme deixou na torcida também não foram muito agradáveis. Depois de uma campanha excelente na primeira fase, a Raposa sucumbiria para o Once Caldas da Colômbia nas oitavas da Libertadores, com derrota em Sete Lagoas (o Mineirão estava fechado). A campanha no Brasileiro foi uma das piores em muitos anos. As únicas boas lembranças de 2011 serão dos jogos contra o rival, no título do Mineiro e no 6x1 que livrou a Raposa do rebaixamento já citado acima.


3-Grêmio

   2004 foi um ano terrível para o torcedor gremista. O rival Inter ganhava o Gauchão pela 3a vez consecutiva, na Copa do Brasil seria eliminado pelo contestado time do Flamengo e, para piorar, o segundo rebaixamento da história do clube viria no final do Brasileiro. Um dos momentos mais enigmáticos daquele time, sem dúvidas, foi o empate com o Atlético-PR, que era líder do Brasileiro e abriu 3x0. Porém, só a vitória interessava e mesmo com a reação heroica, o Tricolor estava rebaixado.






   Em 2008 a situação não foi tão desesperadora, porém o resultado final decepcionou muito. O rival Internacional ganhou o Gaúcho e ainda mostrava a força obtida nas competições continentais, conquistando a Sul-Americana, inclusive deixando o próprio Grêmio no meio do caminho dentro do Estádio Olímpico. No Brasileiro vieram mais desastres. Nem a vaga na Libertadores apagaria a tragédia de ser goleado pelo arquirrival, além de liderar boa parte do torneio e quase conseguir o título depois de 12 anos de espera. Mas os tropeços no campeonato deixaram que o São Paulo, numa arrancada impressionante, ultrapassasse o Tricolor Gaúcho na reta final. A camisa titular do Grêmio naquele ano era bem interessante, mas a camisa reserva, da foto abaixo, sem dúvidas é uma das mais bonitas do time, numa temporada nada bonita.






4- Internacional

   O lado vermelho de Porto Alegre também possui suas histórias tristes. Na década passada, o Inter foi o melhor da cidade. Mas nos anos 90 a situação era inversa. E em 1999, mesmo vestindo uma camisa respeitável da Adidas, o time amargou vexames que mesmo as vitórias recentes não deixam esquecer. Dunga voltava para o time, mas seria desmoralizado por um garoto de 19 anos do Grêmio, um tal de Ronaldinho Gaúcho, na final perdida do Estadual. Na semifinal da Copa do Brasil a situação seria pior: uma goleada histórica de 4x0 dentro de casa para outro rival do estado, o Juventude, que seria campeão daquele torneio. O atual técnico da Seleção, que voltou para conquistar títulos, acabou sendo importante na fuga do rebaixamento no Brasileiro, marcando o gol que livrou o Inter de amargar a Segundona.



    Camisas especiais feitas para um torneio específico geralmente são as mais propícias a entrarem na lista. Mas nem o mais pessimista dos colorados imaginaria que o uniforme feito para a disputa do Mundial de Clubes de 2010, baseado nas camisas vitoriosas dos anos 70, seria protagonista de um dos jogos mais terríveis da história do time. O jogo contra o Mazembe, da República Democrática do Congo, seria apenas um detalhe antes da final contra a Inter de Milão em Abu Dhabi. Seria, pois o time do goleiro Kidiaba aproveitou muito bem suas chances e venceu por 2x0, eliminando pela primeira vez um time sul-americano da final do Mundial. O Inter ainda venceu a disputa do terceiro lugar e depois disso a camisa foi aposentada e virou encalhe nas lojas, mesmo sendo um dos uniformes mais bonitos da história do Colorado.


Esse foi mais um post da série "Camisas Azaradas". Se vocês possuem sugestões de outros mantos nada sagrados assim, podem comentar ou mandar uma mensagem no twitter.com/Mantoteca.

Confira também as outras matérias da Série:
- Camisas Azaradas do Rio
- Camisas Azaradas de São Paulo


   





quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

[PREVISÃO] Camisas do Flamengo para 2016

   Na última semana, o Flamengo apresentou o seu Uniforme 3 para 2016, cujos shorts e vídeo de lançamento chamaram mais a atenção do que a indumentária em si. Felizmente para os rubro-negros, não será apenas a camisa preta que 2016 que é a novidade do ano, conforme as projeções que esbocei abaixo:



   Seguindo a nova tendência da Adidas, o novo uniforme titular terá as 3 listras da fornecedora na lateral, ao invés de estarem no ombro. Baseado em informações de algumas pessoas de dentro do clube, a nova camisa rubro-negra será muito similar a atual, com a mesma espessura de listras e predominância da cor preta. Por isso, é provável que a gola e as mangas sejam dessa cor. O patrocínio da Caixa foi renovado e a marca seguirá estampada no uniforme. Sua estreia deverá ser em Maio, no começo do Campeonato Brasileiro.





   Já a camisa reserva mudará mais. As informações confirmam que o novo uniforme branco será parecido com o modelo clássico do Mundial de 1981 (aproveitando também o aniversário de 35 anos do título). Com as listras da Adidas nas laterais, fiz a projeção da camisa, que não deverá fugir do desenho acima. Na parte de baixo das mangas há uma porção do tecido da camisa onde a fornecedora sempre coloca um tecido especial com furos, é provável que essa parte seja branca, interrompendo o listrado. E atrás da gola, assim como na maior parte dos novos desenhos da marca, supostamente haverá um detalhe em vermelho e preto.

  Outra novidade virá por volta de Agosto. O Flamengo lançará um Uniforme 4 com uma cor diferente: cinza com detalhes em vermelho. Será uma homenagem às Olimpíadas do Rio e os Arcos Olímpicos estarão em destaque numa das mangas. Como não possuo muitas informações sobre essa camisa, não arrisquei a desenhá-la, mas é muito provável que ela siga o template das duas acima.

  No momento essas são as projeções para as novas camisas do Flamengo. Maiores novidades em breve!

domingo, 17 de janeiro de 2016

As Camisas Azaradas - 2a Parte: Futebol Paulista

   No primeiro post de 2016, continuamos com a série das camisas que as torcidas mais desejam esquecer. Aqueles uniformes que lembram de um campeonato ruim, de um jogo importante que ficou marcado negativamente ou até mesmo por outras polêmicas. Falamos sobre as camisas azaradas dos quatro grandes do Rio, agora é a hora de ver as indumentárias que provocam arrepios nos paulistas:


1- Corinthians



   No primeiro ano em que o azul da Samsung estampou a camisa branca do Timão, tudo deu certo: o time foi Campeão Brasileiro com a equipe turbinada com o dinheiro da MSI com Tevez e outros craques. Porém, a marca sul-coreana estaria presente num momento bem distinto, apenas dois anos depois, em 2007. No lugar de Tevez, o ataque tinha Finazzi. Ao invés de Mascherano, Aílton estava no meio-campo. E ao invés do título, o time amargou o primeiro e único rebaixamento para a Série B de sua história.
   2000 foi o ano do primeiro Mundial do Corinthians, mas também foi extremamente dramático. A Pepsi chegou ao uniforme corinthiano logo depois do torneio, onde o time ainda era patrocinado pela Batavo. Um dos uniformes mais estranhos do Timão, parecendo até uma réplica pirata. O time falhou no Paulista, fez uma campanha tenebrosa no Brasileiro (que em 2000 foi disputada sob o nome de Copa João Havelange - O Corinthians só não caiu porque no regulamento não havia rebaixamento) e o pior de tudo: a dolorosa eliminação para o arquirrival Palmeiras na semifinal da Libertadores, o único título que faltava. Definitivamente, uma outra camisa para esquecer.

2- Palmeiras


   No final da década passada, o Palmeiras lançou um terceiro uniforme que fez relativo sucesso, tanto que o branco foi deixado de lado para o "verde-limão" tomasse conta dentro e fora dos gramados. A primeira versão foi lançada em 2007, com uma segunda edição em 2010 e a sua última encarnação, exatamente a da foto em destaque acima. 2012 pode ter sido o ano da conquista da segunda Copa do Brasil, mas o segundo rebaixamento para a Série B roubou totalmente a cena. E foi vestindo esse uniforme, num jogo contra o Flamengo em que precisava apenas da vitória, que a segunda queda foi sacramentada. E desde então nunca mais o Palmeiras usou a cor fluorescente em seus uniformes de linha.
   E o Palmeiras realmente não possui uma boa relação com uniformes 3. Em 2002, a Rhumell, fornecedora que esteve presente em momentos de glória do Verdão como o Bi Brasileiro de 93-94 e a Libertadores de 1999, lançou um terceiro uniforme para a temporada. Na minha opinião, é uma das camisas mais interessantes do time, com um verde mais claro e detalhes em prata. Porém, sua estreia foi desastrosa: eliminação para o ASA de Arapiraca na Copa do Brasil. E no mesmo ano ainda viria a primeira queda para a Segundona. Nada bom.


3- São Paulo



   O SPFC não costuma mudar muito o desenho de sua camisa. E raramente usa uniformes três, exceções que começou a abrir nos últimos dois anos. Porém, não é por isso que o time do Morumbi deixaria de ter uma camisa com recordações sombrias. O uniforme acima foi adotado em 1988, quando a Coca Cola, que patrocinava inúmeros times na época, estampou sua marca na camisa são-paulina. A combinação São Paulo-Adidas-Coca Cola só resultou num título paulista em 1989, contra um surpreendente São José. Mas de resto, só lembranças amargas. Dois vice-campeonatos brasileiros seguidos, contra o Vasco em 89 e o arquirrival Corinthians em 90, além da campanha pífia no Paulista do mesmo ano, sendo eliminado ainda na primeira fase.
   Porém, Telê Santana começaria a treinar o Tricolor exatamente usando a camisa acima, que foi usada por todo o Campeonato Brasileiro de 1991. Mas nas finais contra o Bragantino a Adidas saiu de cena, entrando em seu lugar a Penalty. O resultado todos já sabem: vitória sobre o forte time do interior e início da melhor era da história do clube. Mas será que com a combinação anterior seria outro fracasso pela terceira vez seguida? Não saberemos.

4- Santos

 

     O Santos foi fundado em 1912 e supostamente usaria um uniforme listrado verticalmente em azul e branco com finos frisos dourados, que nunca entraria em campo. Porém, para homenagear a cor que quase fez parte da história do clube, a Nike lançou no ano do centenário santista um uniforme totalmente azulado. Na época, Neymar ainda estava na Vila e o time conseguiu conquistar o Paulista pela 3a vez seguida (em 2013 seria tetracampeão). Mas a camisa acima sempre estará manchada pela semifinal da Libertadores disputada contra o rival Corinthians que buscava revanche da final do Estadual. Após derrota de 1x0 dentro da Vila Belmiro, o Santos usou o uniforme azul para tentar reverter o jogo e tentar defender a taça, que havia conquistado pela 3a vez no ano anterior. O empate no Pacaembu onde nem mesmo o talento de Neymar resolveu manchou definitivamente a tentativa de introduzir horizontes mais azulados no céu santista, enquanto o Corinthians seguia para a final e ganhava sua primeira Libertadores.
   Outra camisa também é lembrada com pesar pelo torcedor do Santos. 2005 definitivamente não foi um bom ano, com o Paulista perdido para o São Paulo e a eliminação da Libertadores para um Atlético Paranaense que vinha surpreendendo, após um ano perfeito com a conquista do Brasileirão. Na época, assim como Neymar em 2012, o Peixe tinha Robinho como grande destaque. No Brasileiro daquele ano, o jogador liderava o time para recuperar a temporada. Mas o Real Madrid comprou a esperança santista e o time fez uma campanha de meio de tabela, culminando numa goleada humilhante de 7x1 para o Corinthians. 

   Continuaremos com a série de camisas azaradas destacando outras vestimentas "pé-frias" de times do resto do Brasil e até mesmo do resto do mundo! Fiquem atentos! 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

[GUIA DE COMPRAS MANTOTECA] Chile

  Chi! Le! Chi Chi Chi! Le Le Le! Mantoteca no Chile!

  Olá rapaziada, finalmente cheguei com mais um guia de compras da Mantoteca, depois de uma viagem ao Chile, lugar perfeito para fazer novas aquisições camiseteiras. A primeira vez que estive lá foi em 2012 (antes ainda de inaugurar o presente site) e já naquele ano tinha feito a festa com algumas promoções e negociações que fiz. Nesse ano não foi muito diferente.

   Em Santiago, um dos primeiros lugares para procurar novas camisas é o Paseo Ahumada, calçadão principal do centro da cidade. Logo após sair da estação Universidad de Chile, na seguinte quadra você já estará diante da Galeria Eurocentro, que também é o paraíso para colecionadores de Action Figures, já que a maioria das lojas vendem bonecos de séries americanas e japonesas.

   Porém, no terceiro andar, encontra-se o paraíso dos colecionadores: a loja El Camisetero. Ali se pode encontrar camisas de diversos times chilenos, desde o Colo Colo até o Deportes Antofagasta. Mas não é só de camisas dos locais que a loja têm como destaque: uniformes de temporadas passadas também aparecem ali, como uma camisa da Reebok da Copa de 1998 da Seleção Chilena, e até mesmo uma camisa da Argentina da Copa de 94. Mas o que me chamou a atenção mesmo foram as camisas de times brasileiros: praticamente todos os do G12, e ali no meio uma camisa comemorativa do America-RJ em homenagem ao Romário, de 2009! Não me surpreendi muito porque ali mesmo naquela loja, 3 anos atrás, troquei uma camisa do Atlético-PR pelo uniforme do Chile usado na Copa de 2010. E dessa vez consegui vender uma camisa do Flamengo de 2010 por 10000 pesos (50 reais), levando-se em conta que era uma camisa P, não foi um negócio tão ruim. Tragam sempre suas camisas daqui do Brasil, eles são bons de rolo!






 
    Ainda no Paseo Ahumada, já próximo à Plaza de Armas, podemos encontrar algumas lojas mais célebres no Chile: são as cadeias Belsport, Sparta e Patuelli. Nessas três lojas é possível achar as camisas dos maiores times chilenos e de alguns não tão grandes assim, como o Unión Española e o O'Higgins, por exemplo. Nas três, as camisas do Colo Colo e da Universidad de Chile estavam em promoção de 29900 pesos (aprox. 150 reais). Na Patuelli, o malandro do vendedor até tentou me enganar me dizendo que a promoção só valia até domingo, mas sabia que era mentira pois as camisas novas para 2016 do Colo Colo e da La U já haviam chegado nas lojas rivais. Ou seja, cuidado com os vendedores dali! Essas lojas também estão presentes em todos os shoppings da cidade, são as mais conhecidas, mas não são essas que valem a pena comprar.









   Em Valparaiso, onde acabei comprando a camisa do Colo Colo que estava em promoção também em Santiago, depois de presenciar pessoalmente a barbárie no Estádio Elias Figueroa que impediu que o time jogasse, porém não tirou o título dos Albos (a Universidad Católica necessitava ganhar para continuar na luta, mas perdeu o jogo), havia também muitas camisas do Santiago Wanderers, time da cidade, na Belsport local.
  No dia seguinte, de volta à Santiago, fui até a Providencia em outras lojas que já conhecia. A primeira parada foi na Tifossi, na galeria Portal Lyon, onde também havia uma variedade de camisas de times chilenos bem grande. Porém, a negociação para uma troca foi azedada por um mal-humorado do local que não deixou que seu amigo da loja prosseguisse com o rolo. Mesmo assim, ainda recomendo a loja se quer comprar ao invés de trocar, a variedade é muito boa.





   Na mesma galeria, há outra filial do El Camisetero. A variedade é maior que a loja do Centro, mas a senhora que cuida da loja já deixa bem claro que ali não realiza nenhuma troca. Vale a olhada pelo enorme leque de opções de camisas oferecidas no lugar, sem dúvidas o maior dentre todas as lojas que já havia passado até então.


   Mas o lugar que eu queria mesmo ir era na loja do Senhor Atria. Dentro do Centro Comercial Dos Caracoles, também na Avenida Providencia, está lá a Atria Sport, do mesmo jeito que havia conhecido há três anos atrás. E qual foi a minha surpresa ao ver a camisa laranja do Fluminense que havia trocado com ele ainda pendurada no cabide da loja? Na ocasião, troquei essa camisa do Flu por uma de manga longa da La U de 1998. Porém, dessa vez ele não estava mais trocando camisetas: só vendendo. Como sempre, ele tinha uma variedade imensa, muitas camisetas de temporadas anteriores. Mesmo querendo camisas de times chilenos, impossível não esquecer o meu foco de coleção: Bayern de Munique. E ele me fez ficar boquiaberto com o que tinha no estoque:


   Sim, a célebre camisa cinza do Bayern de 1998, utilizada no dramático jogo da final da Champions League 1999, quando o time alemão levou a virada do Manchester United nos acréscimos. Já estava pegando o equivalente a 250 reais que ele pediu quando - epa! - vi que a camisa estava um pouco diferente do normal. Além da estampa de número e de ideogramas chineses perto do logotipo da Adidas, o escudo, as 3 listras nas mangas e a gola estavam bem diferentes da camisa original. Que a camisa acima era original também, não tinha dúvidas, provavelmente foi feita pela Adidas chilena. Mas nos anos 90 era comum as camisas feitas em lugares diferentes serem bastante distintas das versões europeias, a ponto de parecerem falsificações feitas pela própria marca, e naquela época as réplicas piratas eram mais "honestas": nunca colocavam o logotipo do fornecedor em suas obras. Preferi esperar para conseguir uma versão mais fiel à original e deixei o dinheiro quieto.


   A O2 Sports Outlet possui 2 filiais na Avenida Providencia, e uma filial próxima ao Paseo Ahumada (a da foto acima). Me arrependi profundamente de ter pagado quase 150 reais na camisa do Colo Colo quando vi a vitrine dessa loja anunciar o mesmo modelo por apenas 100 reais. A camisa da La U também estava com preço inferior, conforme as imagens abaixo:






   E ambas as camisas acima foram utilizadas em títulos memoráveis: a do Colo Colo foi a camisa do 31º título chileno, e a da U de Chile foi a mesma que os Chunchos usaram na final contra o mesmo Colo Colo na Copa Chile, vencida depois de uma agônica disputa de pênaltis. Resumindo: duas promoções que seduzem o colecionador. Mas queria verificar o preço de outro lugar antes...

   Na avenida Pedro de Valdívia, ao lado da farmácia Cruz Verde do cruzamento com a Av. Irrarazaval, está o discreto outlet La Ultima Opción. Em 2012, encontrei diversas camisas em promoção no local, incluindo times como o Everton de Viña del Mar, Cobresal, O'Higgins, Huachipato e o Cobreloa, que acabei comprando na ocasião. Em 2015 a oferta estava menor, porém nem por isso menos atraente: só as camisas dos três grandes do Chile marcavam presença, além de casacos da Seleção Chilena da época da Puma (hoje ela é fornecida pela Nike). Quando vi a última camisa reserva da Universidad Católica feita pelos alemães por apenas 50 reais (10000 pesos), não pensei duas vezes: comprei. Mesmo gostando muito da Umbro, não acho que o trabalho dos ingleses está melhor que o da Puma na época em que fornecia para os Cruzados, então creio que foi uma compra que valeu a pena. Além disso, as camisas da U de Chile também estavam extremamente baratas: pelos mesmos 50 reais você compra a camisa de 2012 deles e por 7000 pesos (SOMENTE 35 reais) a camisa reserva de 2013, cor de caneta marca-texto, também estava disponível. Acabei levando a segunda opção. Abaixo, fotos das duas aquisições:



   Virando a esquina ainda havia o outlet da Adidas. Ali também podia-se encontrar muitas coisas da U de Chile, porém não havia tantas camisas quanto no outro outlet do lado, mesmo esse sendo oficial e maior. Destaque para as camisas do Flamengo, a Papagaio de Vintém 2015 sendo vendida por 25000 pesos(125 reais) e a rubro-negra atual que está sendo vendida por quase o mesmo preço do Brasil.



   No Shopping Costanera há uma loja imensa da Adidas no 3o andar, porém não é o melhor lugar para conseguir descontos. O destaque vai para a grande campanha de lançamento da nova camisa da La U, com direito até a exposição do troféu da Copa Sulamericana conquistada em 2011.




   Mas o destaque mesmo é a loja Originals da Adidas no 2o andar. Ali estão itens como as camisas retrô do Manchester United de 1980 e 1985. E o que mais me chamou a atenção: a belíssima camisa retrô de 1982 do Chile, que fez imenso sucesso no país sobretudo depois da vitória na Copa América (sempre quando saía na rua via um ou dois usando a peça). Apenas por 125 reais. Não comprei e me arrependo disso.


   Teve um motivo para não comprar a bela camisa chilena retrô: queria passar no outlet La Última Opción, só que na filial perto da estação Departamental do metrô, que era bem maior que a loja da Pedro de Valdívia, ou seja, com mais opções. Estava apaixonado pela camisa 2013 da Universidad de Chile, repleta de detalhes em dourado e utilizada no título chileno de 2014. A camisa fez tanto sucesso que nos outlets era possível encontrar os uniformes anteriores à esse no estoque, mas não este especificamente. Essa camisa chegou até a ser vendida no site da Adidas do Brasil e em outros lugares como na Futfanatics, mas já está esgotada aqui também. No outlet grande a variedade era a mesma da loja pequena, e a tal camisa tão desejada apenas estava disponível no tamanho P e M, por 15000 pesos (quase o mesmo preço que o outro outlet estava pedindo pra camisa mais recente). Como eu visto G, voltei nos outros outlets para ver se achava a camisa do meu tamanho, mas não consegui. Novamente no O2 Sports Outlet, acabei me rendendo ao baixo preço pedido pelo modelo (10000 pesos, aprox. 50 reais) e mesmo sendo tamanho M levei a camisa pra casa na esperança de tentar encontrar alguém por aqui que tenha uma versão G e troque comigo. Ou senão para vendê-la, já que a procura dela também está alta nessas terras brasileiras. E realmente, é uma camisa excepcional.



   Este foi mais um guia de compras da Mantoteca. Muito obrigado pela atenção, agora vocês já sabem o que comprar de Natal atrasado se forem para o Chile! Abraços!